Dolly Parton, lenda da música country, morre aos 80 anos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou nesta terça-feira (25) a morte da cantora Dolly Parton, aos 80 anos, e determinou que as bandeiras do país sejam hasteadas a meio-mastro por uma semana em homenagem à artista.
Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do diaEm uma publicação na rede social Truth Social, Trump chamou Dolly de “uma das maiores cantoras country de todos os tempos” e afirmou que a morte dela representa uma “verdadeira perda para milhões de pessoas”.
“É com muita tristeza que informo que Dolly Parton, uma das maiores cantoras country de todos os tempos — e muito além desse gênero —, acaba de falecer. Esta é uma verdadeira perda para milhões de pessoas. Nunca houve ninguém como ela, e nunca haverá”, escreveu.
O presidente afirmou ainda que as bandeiras ficarão a meio-mastro em todo o território americano durante uma semana, a partir das 18h desta terça.
“Em sua homenagem, determinei que a bandeira dos Estados Unidos seja hasteada a meio-mastro em todo o país por um período de uma semana, a partir das 18h de hoje. Descanse em paz, Dolly! O mundo ama você”, completou.
A morte
A cantora e atriz morreu nesta terça (25), aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família em um vídeo nas redes sociais.
“Esse anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu há anos, antes que eu tivesse absorvido totalmente como uma realidade no futuro”, disse Bryan Seaver, sobrinho e chefe da segurança da cantora.
“A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, com certeza, ao lado de Carl [Thomas Dean, seu marido, que morreu em 2025], seus pais e incontáveis outros que a assistiram e que queriam encontrá-la nos céus.”
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“Dolly também abriu as portas para gerações de cantores, compositores, músicos e sonhadores de todos os campos da vida e de todos os continentes. Com seu exemplo, nós acreditamos que tudo era possível. Ela nunca viu uma porta que não pudesse abrir, e as portas que ela abriu fizeram e mudaram a história.”
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Dolly enfrentava problemas de saúde desde a morte do marido, Carl Dean, que morreu em março de 2025. Ela cancelou uma residência de shows em maio deste ano. Em entrevista à revista “People”, publicada no dia 21, ela disse que “não prestou atenção [aos próprios problemas]” enquanto cuidava do marido.
“Mas ainda estou trabalhando e há muitas coisas que eu ainda quero conquistar”, acrescentou.
Conhecida pela voz marcante, pelas perucas loiras e por seus figurinos extravagantes, Dolly construiu um império no entretenimento a partir de suas origens humildes no estado americano do Tennessee.
Com mais de 3 mil músicas em seu catálogo, a artista se consolidou como um ícone da cultura pop e expandiu sua atuação para além da música country, transitando pelo pop, bluegrass e pela era disco.
Sua trajetória na música e no cinema se tornou parte do cânone da cultura americana. Ao longo de sua carreira, Dolly compôs sucessos atemporais que se tornaram clássicos, regravados por artistas do calibre de Beyoncé e Tina Turner. São dela músicas como “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”.
Também foi Dolly quem escreveu e lançou a balada romântica “I Will Always Love You”, posteriormente gravada por Whitney Houston para o filme “O Guarda-Costas”.
Dolly Parton durante evento em Nova York, em outubro de 2022
AP Photo/Andres Kudacki, Arquivo
Fonte: G1 Entretenimento
