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Home»Destaques»Filhas suspeitas de feminicídio da mãe no TO dependiam da empresa da família: ‘Iam ter total controle’, diz delegado
Destaques

Filhas suspeitas de feminicídio da mãe no TO dependiam da empresa da família: ‘Iam ter total controle’, diz delegado

abril 8, 2026Nenhum comentário2 Visitas


Filhas são indiciadas por suspeita de envolvimento com a morte da mãe em Peixe
A morte da servidora pública e empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, foi motivada por conflitos familiares envolvendo questões financeiras e a administração da empresa dela, segundo apurado pela Polícia Civil. As principais suspeitas do crime são as próprias filhas da vítima.
Deise Carmem desapareceu logo após o Natal de 2025. O corpo foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026, boiando no Rio Santa Tereza, zona rural de Peixe.
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As duas filhas, Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, e o marido José Roberto Ribeiro foram presos preventivamente em fevereiro. Nesta segunda-feira (6), os três foram indiciados pela Polícia Civil.
A defesa deles informou que existem “lacunas fundamentais” no relatório policial e tomará todas as medidas legais cabíveis, assegurando que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude (leia a íntegra da nota abaixo).
Família tinha conflitos por dinheiro
Deise Carmem era dona de uma fábrica de rodos que era a principal fonte de renda da família. Conforme o delegado João Paulo, responsável pela investigação, as filhas, apesar de exercerem outras atividades, dependiam financeiramente da mãe.
“As filhas queriam ter um padrão de vida, não de luxo, nada disso. Mas dependiam financeiramente. E a vítima era um empecilho para isso. Um dos, um dos conflitos maiores ultimamente foi o pai ter dado, inclusive, um cartão para uma das filhas gastar, e a mãe não concordava com isso.”
Deise Carmem foi morta a facadas e teve o corpo jogado em rio, segundo a polícia
Reprodução/Arquivo pessoal
Segundo a investigação, a vítima era vista pelas filhas como um “embaraço”. Com a morte, elas poderiam, supostamente, ter controle sobre a empresa.
“Então as filhas viam a mãe como um embaraço na vida delas. A partir do momento que a mãe faltasse, elas iam ter total controle porque o pai, além de ser, entre aspas, “bom” para elas, é uma pessoa assim que não tem muita instrução, ele não ia tentar fazer esse controle, ele não ia controlar as despesas, a questão financeira. E isso ia passar para elas, elas iam ter total controle”, explicou o delegado.
A suspeita da polícia é de que o crime foi planejado e executado pelas filhas. A investigação apontou que elas compraram um celular no nome da mãe e, após matarem a vítima, usaram o aparelho para enviar mensagens aos parentes, fingindo que Deise tinha ido embora por conta própria. A estratégia serviu para atrasar as buscas e enganar a polícia.
O marido, José Roberto Ribeiro, foi indiciado por ter atuado na eliminação de registros relevantes após o crime e tentado atrapalhar as investigações.
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Dinâmica do crime
No dia 26 de dezembro de 2025, a vítima foi levada para uma área rural perto da Vila Quixaba, onde foi morta com vários golpes de faca. Depois, o corpo foi jogado no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe.
O inquérito foi conduzido pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Gurupi.
O caso foi encaminhado para Justiça e será analisado pelo Ministério Público Estadual (MPTO), que definirá se apresenta a denúncia criminal.
Íntegra da nota da defesa
A defesa técnica de Déborah de Oliveira Ribeiro, Roberta de Oliveira Ribeiro e Jose Roberto Ribeiro, diante da recente conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Tocantins e das solicitações de pronunciamento enviadas por este veículo de comunicação, vem a público esclarecer que recebeu com absoluta serenidade o relatório final apresentado pela autoridade policial em 1º de abril de 2026. A conclusão do inquérito é uma etapa natural do rito processual e, para os investigados, representa o início da oportunidade de confrontar judicialmente as hipóteses levantadas na fase inquisitorial.
É imperativo reconhecer o excelente e exaustivo trabalho desempenhado pela Polícia Judiciária e pela Superintendência da Polícia Científica do Estado do Tocantins. Contudo, muito embora o esforço investigativo seja notório, a defesa sublinha que inúmeras lacunas fundamentais restam a ser preenchidas. A narrativa policial, em diversos pontos, carece de lastro probatório técnico e se baseia em interpretações que serão devidamente contestadas no foro adequado.
A defesa destaca que a própria autoridade policial, em seu relatório final, admitiu não ter reunido elementos suficientes para vincular Jose Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver. O indiciamento deste restringe-se exclusivamente a uma suposta supressão de mensagens digitais, o que afasta, de plano, qualquer participação nos crimes investigados.
A defesa tomará todas as medidas legais cabíveis assegurando que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude. Confiamos que, sob o crivo do Poder Judiciário e com a devida paridade de armas, as lacunas hoje existentes serão sanadas, restabelecendo-se a justiça e a verdade real sobre os fatos.
A defesa permanece à disposição das autoridades e da sociedade, reiterando o compromisso com a legalidade e a presunção de inocência.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

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