Cultivo ilegal de maconha faz condado nos EUA declarar estado de emergência

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Maconha é legalizada no estado de Oregon, que enfrenta problemas com fazendas que atuam na clandestinidade. Porta-voz da governadora diz que produtores ilegais ‘ferem o mercado da maconha legal’. Folhas de cannabis, usadas para produzir maconha, fotografadas em 19 de novembro durante protesto em frente ao Senado do México
Carlos Jasso/Reuters
O condado de Jackson, em Oregon, declarou nesta quarta-feira (13) estado de emergência devido ao aumento em número e em tamanho de fazendas ilegais de maconha. O estado americano é um dos que legalizou o cultivo e o uso recreativo da cannabis, desde que dentro de certas condições (saiba mais no fim da reportagem).
A medida vale para o condado — um tipo de subdivisão territorial dos Estados Unidos comparável a um município brasileiro — e serve para que o Legislativo e o governador do estado atuem.
Segundo um grupo local de conselheiros, as autoridades de Jackson estão “esgotadas” e temem uma “iminente ameaça à segurança e à saúde pública dos cidadãos por causa da produção ilegal de maconha” no condado.
O porta-voz da governadora Kate Brown afirmou que essas fazendas danificam o mercado da maconha legal em Oregon “A mensagem é clara: Oregon não está aberto para o cultivo de maconha ilegal”, disse.
“São empresas criminosas que consomem nossos recursos hídricos quando nosso estado está na seca, mantém os funcionários em condições desumanas e ferem nosso mercado de maconha legal”, completou Brown.
A maconha é legal em Oregon?
A maconha é legalizada em Oregon, assim como nos vizinhos Washington e Califórnia. Em 2014, o estado no oeste americano aprovou, por referendo, a legalização da produção, processamento, da venda e do uso recreativo da maconha.
Porém, os produtores devem estar registrados. E o problema, segundo reportagem da agência Associated Press, são as fazendas que cultivam ilegalmente a cannabis — planta que é a matéria-prima da droga — e que consomem água de maneira clandestina, uma preocupação a mais em períodos de seca.
Produtores são constantemente avaliados porque há limites estabelecidos pela Autoridade de Saúde do Oregon para o conteúdo de THC, substância que faz a maconha “dar barato”. De acordo com a agência, cerca de 25% das fazendas impedem que os inspetores entrem para fazer a avaliação.

Fonte: G1 Mundo