As duas principais revistas do País, Época e IstoÉ destacaram no final de semana que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou no mês passado uma dívida decorrente de um calote que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet), sob o comando da senadora Kátia Abreu, deu na empresa Santa Izabel Construtora e Terraplanagem em meados dos anos 1990. O débito é algo em torno de R$ 3 milhões, segundo cálculo do credor, afirmou o jornalista Murilo Ramos, da revista Época.

Conforme a IstoÉ, a Faet apresentou espelhos de cheques nominais, mas a perícia, por meio de exames grafotécnicos, comprovou que os cheques emitidos em nome da construtora foram fraudados e sacados por funcionários da federação, que descontaram os valores na boca do caixa.

A revista destaca que este dinheiro nunca chegou à boca do caixa. Ainda conforme IstoÉ, a Faet recorreu ao STJ, contra a decisão do Tribunal de Justiça do Tocantins, mas teve seu recurso negado.

O blog pediu à assessoria manifestação da senadora ou da Faet e aguarda.

Entenda
A senadora Kátia Abreu foi eleita presidente da Faet pela primeira vez em 1996. O caso do calote agora decidido pelo STJ se refere ao período de 1996 e 1997. Desde então, a parlamentar vem se reelegendo sucessivamente na presidência da Faet, com exceção de apenas um mandato em meados dos anos 2000, quando a entidade foi presidida por Júnior Marzola. Depois Kátia se elegeu novamente e se afastou apenas para assumir o Ministério da Agricultura, quando passou o cargo para o vice, voltando à presidência em maio deste ano. Assim, a senadora preside a Faet desde 1996, quase que ininterruptamente.


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