O movimento das mulheres que denunciaram o assédio sexual, conhecido como #MeToo, foi escolhido “personalidade do ano 2017” pela revista norte-americana “Time”. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6).

“The Silence Breakers” reúne um vasto grupo de pessoas, em sua maioria mulheres, que denunciou as agressões sexuais cometidas pelo megaprodutor hollywoodiano Harvey Weinstein. Outras pessoas seguiram o exemplo compartilhando histórias de abuso com a hashtag #MeToo. O objetivo do grupo é aumentar a conscientização sobre o assédio sexual e o estupro.

“Esta é a mudança social mais rápida que vimos em décadas e começou com atos individuais de coragem por centenas de mulheres – e também alguns homens – que se apresentaram para contar suas próprias histórias”, afirmou o editor-chefe da revista, Edward Felsenthal, ao “Today show”, do canal NBC.

O presidente americano, Donald Trump, que foi eleito a personalidade de 2016 pela publicação, ficou em segundo lugar neste ano. O presidente chinês, Xi Jinping, ficou em terceiro. Em 2015, a chanceler alemã, Angela Merkel, havia sido homenageada pela revista.

A “Time”, que faz uma capa especial com a escolha todos os anos desde 1927, deu destaque para as equipes de saúde envolvidas no controle do surto de ebola na África, em 2014.

Frequentemente, a publicação concede a honraria a uma entidade que não tem uma organização centralizada. Em 2011, o eleito foi o “manifestante” – em referência a diversos movimentos com pautas variadas, como os participantes da Primavera Árabe, os Indignados (Espanha) e Occupy (EUA).

Os lutadores húngaros da invasão soviética a Budapeste, o soldado americano e a classe média dos EUA já haviam sido eleitos pela revista nos anos 1950 e 1960.

Os outros candidatos para a capa da revista eram o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman; o chefe da investigação dos laços da campanha de Trump com a Rússia, Robert Mueller; o jogador de futebol americano Colin Kaepernick, famosos por protestos contra o racismo; Kim Jon-un, ditador da Coreia do Norte; Patty Jenkins, diretora do filme “Mulher-Maravilha”; os “Sonhadores”, crianças imigrantes que chegaram aos EUA com os pais e não têm documentos americanos; e Jeff Bezos, da Amazon.


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