O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (19) que aqueles que foram eleitos como governadores nas últimas eleições regionais, mas não se subordinarem à Assembléia Nacional Constituinte (ANC), não assumirão os cargos.

“Quem não jurar e se subordinar à Assembleia Nacional Constituinte, não pode assumir seu cargo. Chamem como quiserem, é uma decisão da Assembléia Constituinte plenipotenciária. Ou respeitam ou respeitam. É simples assim”, disse.

Nas eleições realizadas após vários meses de protestos contra o governo, o chavismo venceu em 18 dos 23 estados e a oposição, em 5.

Nesta quarta, a Assembleia Constituinte, integrada exclusivamente por membros da situação, aceitou o juramento dos chavistas que se elegeram, mas os cinco opositores que venceram as eleições em outros estados se negaram a participar do ato.

Os resultados da eleição foram anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, acusado de atuar em favor do governo, e não foram reconhecidos pela coalizão opositora MUD. Também foram questionados pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Nesta terça, os 12 países da América que integram o chamado “Grupo de Lima” exigiram a realização urgente de uma “auditoria independente” de todo o processo eleitoral venezuelano.

Nesta quinta, Maduro também disse que alguns dos governadores eleitos da oposição estavam relacionados aos protestos de abril e julho no país, em que pelo menos 120 pessoas morreram, e ameaçou com sua destituição e prisão se usassem seu novo cargo para incentivar atos violento.


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