As companhias aéreas japonesas deverão submeter os seus pilotos de linha a controles de consumo de álcool, anunciaram as autoridades nesta quarta-feira (19), uma decisão adotada após uma série de voos atrasados porque a equipe estava alcoolizada ou ainda não recuperada de uma noitada.

Um comitê do Ministério dos Transportes do país decidiu impor estes testes às companhias aéreas e fixou o limite autorizado em 0,09 mg de álcool por litro de sangue. Para os automobilistas, limite atualmente é de 0,15 mg/l.

No mês passado, um copiloto da companhia Japan Airlines (JAL) foi detido em Londres pouco antes da decolagem do seu avião com um nível de álcool no sangue 10 vezes maior do que o limite legal.

De acordo com os regulamentos japoneses em vigor, os tripulantes dos aviões estão proibidos de consumir álcool durante as oito horas anteriores a assumir o seu posto, mas não há limite estabelecido legalmente e os testes de alcoolemia não são obrigatórios.

No caso da JAL, o copiloto havia realizado um primeiro teste de alcoolemia antes de ir para o aeroporto, que acabou sendo negativo.

Mais tarde, porém, levantou suspeitas do motorista de ônibus que o levou ao seu avião no aeroporto de Heathrow. O copiloto foi detido pela polícia depois de um teste de alcoolemia e um exame de sangue.

O homem reconheceu ter consumido duas garrafas de vinho e mais de 1,8 litro de cerveja seis horas antes do voo.

“Estamos convencidos de que (o primeiro teste) não foi realizado corretamente”, disse Muneaki Kitahara, diretor de comunicação da JAL em uma coletiva de imprensa.

No final de outubro, a empresa All Nippon Airways explicou que um de seus pilotos declarou estar doente depois de uma noite de bebedeira na ilha de Ishigaki, na província de Okinawa (sul do Japão). Esta baixa de última hora causou atrasos em cinco voos regionais saídose Okinawa e 619 passageiros foram afetados.


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