Nessa quinta-feira, 17, um grupo de 40 advogados promoveram na Capital um ato contra o presidente da OAB/TO, Walter Ohofugi, após repercussão da filiação partidária do dirigente da Ordem. No ato, foram coletadas assinaturas dos advogados presentes para que o presidente emita uma nota pública esclarecendo suas pretensões políticas para as eleições de outubro desse ano.

Walter Ohofugi se filiou no dia 6 de abril ao Partido Social Democrático (PSD), o mesmo do deputado Irajá Abreu, filho da Senadora Kátia Abreu (PDT), atual candidata ao Governo do Tocantins nas eleições de junho. A filiação de Walter ocorreu um dia antes do encerramento do prazo. Em declarações feitas à imprensa na época, o presidente da OAB informou ser improvável sua candidatura, e explicou a filiação apenas como uma “possibilidade”.

O advogado Nili William Fernandes, que participou do ato na OAB, afirmou em entrevista à FARCOM (Federação de Rádios Comunitárias do Tocantins), que “quanto a filiação do presidente Walter, não vejo problema nenhum, não se trata da filiação apenas, mas do momento em que isso ocorreu. Ele assumiu a Ordem com o discurso de não atrelamento a nenhum partido, e agora o fez no último prazo de filiação, depondo contra a isonomia que a OAB deve ter durante qualquer processo eleitoral”, comentou.

O presidente Walter Ohofugi, quando se filiou ao partido, o fez em razão de interesses e pressões de amigos, empresários e lideranças, conforme destacou o advogado Nili William à FARCOM. “Nós advogados entendemos que os dirigentes não podem se submeter a pressão de ninguém, então dessa forma, Walter tem se posicionar se está prestando o serviço de defesa da advocacia, ou trabalhando para esfera política partidária” questionou.

Ainda de acordo com Nili, “não há problema nenhum com os dirigentes da ordem em fazer suas filiações partidária, é um direito de qualquer cidadão e faz parte de nossa democracia, mas o problema foi a forma, se aliando em grupos políticos”, finalizou.

Movimento
O ato foi promovido pelo Movimento por Uma Advocacia Forte, e busca o fortalecimento da categoria em meio ao desgaste do exercício da profissão no Tocantins, conforme relatou Nili William, que faz parte do coletivo. Em relação à OAB, os advogados esclareceram por meio de documento apresentado no ato, que “a Ordem não tem sido presente na nossa vida, exceto no momento de cobrança da anuidade”, e que “a cúpula diretiva tem preocupações estranhas as pautas da advocacia”.

Nota
Em nota, o secretário-geral da OAB-TO, Célio Henrique Magalhães Rocha, esclareceu que “não há cabimento em uma manifestação nesse sentido. A nossa administração está revolucionando a OAB, colocou as finanças em dia, está construindo subseções novas, dotou a Procuradoria de Prerrogativas de instrumento, profissionalismo e pessoal e resgatou a imagem pública da Ordem. Esse tipo de suposta pressão que estão fazendo é mais um factoide ligado a um grupo que quer o poder na OAB e que foi derrotado em 2015 por mais de 10 pontos percentuais de diferença”.


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