Escolhidos os 23 jogadores de Tite para a Copa do Mundo, fica a decepção para muitos que também trabalharam por uma oportunidade e, de alguma maneira ou em algum momento, estiveram perto da seleção brasileira. A reportagem do UOL Esporte, que acompanhou todas as convocações do treinador, uniu histórias e justificativas sobre alguns desses excluídos da lista decisiva.
Neto: Postura e treinos quase o colocaram à frente de Cássio

O bom desempenho em atividades em Berlim e Moscou em março fizeram Tite ter uma conversa direta com o goleiro, que foi perguntado de maneira franca se aceitaria ser o terceiro da posição na Copa. O diálogo se seguiu com uma concordância do treinador sobre a dificuldade desse posto, afinal as chances de atuar são ínfimas. A postura de Neto nesse papo agradou bastante, mas prevaleceu, ao fim, a confiança em Cássio.
Vanderlei: Ele é um arrependimento de Tite

A autocrítica do treinador é que uma oportunidade, ao menos, deveria ter sido dada ao goleiro do Santos em 2017 para que ele atuasse na seleção. Outros jogadores foram testados na posição e perderam espaço, como Weverton e Muralha. Por outro lado, quando o clamor nacional pelo santista cresceu, a comissão avaliava que Cássio era o favorito e Neto deveria ser observado. Não deu tempo para Vanderlei.
Rafinha: Uma entrevista pesou negativamente

A despeito de todas as avaliações técnicas e partidas acompanhadas in loco por Tite e seus auxiliares, o lateral do Bayern de Munique gerou reações negativas na comissão por uma entrevista concedida em dezembro ao Esporte Interativo. Em uma determinada resposta, Rafinha disse que merecia a seleção e que quem o acompanhasse de perto chegaria a essa conclusão. Para as pessoas próximas ao treinador, faltou reconhecimento ao esforço do estafe na observação dos atletas. Tite optou por Fagner e Danilo.
Fabinho: A intensidade foi um fator

Jamais chamado pelo treinador, mesmo quando o Monaco alcançou a semifinal da Liga dos Campeões, Fabinho foi avaliado em algumas ocasiões e a conclusão da comissão de Tite é que ele não conseguia atuar com a mesma intensidade por 90 minutos. A possibilidade de convoca-lo como lateral foi descartada, já que ele há cerca de dois anos se fixou na França como meio-campista.


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