Brasília

Representantes de caminhoneiros autônomos que não assinaram o acordo com o governo na semana passada voltaram ao Palácio do Planalto neste domingo (27) para negociar uma pauta mais extensa e para avisar que a desmobilização só terá início quando as promessas forem publicadas no DOU (Diário Oficial da União).

“O setor vive de promessas há 19 anos, desde a greve de 1999 e, de fato, o setor nunca foi atendido como deveria. Nenhum acordo que firmarmos hoje terá validade sem antes isso se tornar público nos meios oficiais do governo”, disse Gilson Baitaca, presidente do MTG (Movimento dos Transportadores de Grãos).

“Não há desmobilização agora sem ter o que a categoria diz na rua. Estamos cansados de promessa e nenhuma efetividade. [Queremos] todos os itens da reunião de quinta-feira [24], os 10% de desconto da Petrobras [no preço do diesel, como prometido], permanecem mais a pauta que nós iremos apresentar hoje. Todos deverão estar publicados no Diário Oficial”, reforçou Carlos Alberto Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí (RS).

Além de quererem ver no papel os 12 itens prometidos pelo Planalto na semana passada, os caminhoneiros querem que o governo zere as alíquotas de PIS e Cofins e Cide do óleo diesel, edite uma medida provisória (que tem aplicação imediata, em vez do projeto que está no Senado) para regular os preços de fretes rodoviários, volte ao preço do diesel de julho de 2017 e o congele durante 90 dias.

No acordo firmado na quinta-feira (24), o governo federal se comprometeu em reservar 30% do frete da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para os caminhoneiros. No ano passado, a estatal gastou R$ 107 milhões com o frete.

Os caminhoneiros também pediram ao governo a reserva de cerca de um terço do transporte da Petrobras e dos Correios. Como são empresas de capital misto, o governo não poderia fazer a reserva imediatamente, mas pode ajudar a adotar a cota, segundo os grevistas.
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