É bem provável que Tite seja questionado por nomes que tenham ficado fora da lista que será divulgada nesta segunda-feira para a Copa do Mundo da Rússia de 2018. Nenhum deles, no entanto, terá o peso suficiente para pressionar de verdade o comandante como aconteceu, recentemente, com Felipão e Dunga às vésperas de um Mundial.

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O comandante chegou a declarar que gostaria de alguém que bagunçasse o seu planejamento, mas nenhum atleta conseguiu desenvolver o futebol atraente o suficiente para gerar clamor popular. Vinícius Junior, tratado como o próximo craque do país, por exemplo, não chegou nem perto de se candidatar.

O exemplo mais recente de estrelas que pressionaram o comandante é o de Neymar e Paulo Henrique Ganso em 2010. Mais entrosados do que nunca no Santos, os dois dominaram o noticiário, as mesas de bar, as arquibancadas e até peças publicitárias. Em todas as coletivas antes da ida à África do Sul, Dunga precisava responder sobre a chance de ambos irem à África do Sul.

A lista foi divulgada sem o nome dos garotos da Vila. Baseado na sua campanha perfeita até então, com título da Copa América, da Copa das Confederações e o primeiro lugar das Eliminatórias, o treinador bancou a ausência da dupla, mas foi duramente criticado tão logo o time caiu para a Holanda nas quartas de final. No dia da convocação, Dunga chegou a se indispor com um repórter que insistiu no questionamento sobre Neymar.

Voltando um pouco mais no tempo, Felipão correu o mesmo risco, mas conseguiu calar os críticos ao trazer o pentacampeonato do Japão para o Brasil. Em 2002, Romário chegou a chorar em coletiva de imprensa, ganhou espaço nos noticiários mais nobres, como o Jornal Nacional, mas não conseguiu sua vaga.

O comandante apostou em Ronaldo e, inclusive, usou a pressão nacional pela entrada do Baixinho como combustível para seu grupo. O até então improvável renascimento do Fenômeno se concretizou, Rivaldo viveu dias inspirados e Marcos fechou o gol. Assim, eles garantiram a conquista e colocaram o treinador no posto de dono da razão.

Em 2014, em sua segunda Copa do Mundo à frente do Brasil, Scolari tentou repetir a fórmula do sucesso. Com o título da Copa das Confederações garantido e a torcida ao seu lado, ignorou o clamor dos especialistas em futebol por Miranda. O zagueiro, no entanto, nem de perto pressionou o comando como os exemplos citados acima.

Tite correu o risco de ser bastante pressionado por um nome em apenas um momento: Vanderlei, do Santos. O goleiro, no entanto, deixou de ter atuações impressionantes e ainda viu Cássio brilhar no Corinthians. Pedro Geromel, outro que foi bastante falado, mas também não geraria a mesma repercussão de Romário e Neymar, deve ser convocado.


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